julho 22

A vez das mulheres nos canteiros.


22 de julho de 2014 às 16:22
Categoria: Responsabilidade Social
Publicado por: Thiago Carvalho

Cursos de azulejista e pintora oferecem às mulheres a chance de ingressar no mercado de trabalho e de mostrar que merecem um lugar ao sol e o respeito no setor da construção civil.

Apesar dos preconcietos enfrentados elas conquistam seu espaço pela dedicação, organização e capricho no serviço

 

Foto: DivulgaçãoApesar dos preconcietos enfrentados elas conquistam seu espaço pela dedicação, organização e capricho no serviço

Setor antes predominantemente masculino, cede espaços para as mulheres, que trocam empregos tradicionais pelas grandes obras, em busca de melhores oportunidades e salários. Para muitos, reboco, contrapiso e chapisco são atividades da construção civil que resultam exclusivamente da mão de obra masculina. Ledo engano. As mulheres estão invadindo o setor, seja como engenheira, pedreira, pintora ou azulejista. Pouco a pouco, vão quebrando paradigma e conquistando um espaço pertencente aos homens. A rotina delas começa antes mesmo do sol sair. A maioria não perde sua feminilidade e de lábios pintados, brincos nas orelhas literalmente põem a mão na massa. O número de mulheres que atua na construção civil aumentou 65% na última década. No DF, as operárias somam 8% dos 66 mil nas construções.
A construção civil é um setor que tem se mantido aquecido nos últimos anos, devido à Copa do Mundo e das Olimpíadas. Além disso, o governo federal investiu na construção de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e obras do PAC.  Como o cenário tem crescido bastante, está faltando mão de obra qualificada e sobram vagas no setor. Observando isso, as mulheres têm buscado especialização em busca de melhorias.

 

E como elas são mais detalhistas, o força física deixou de ser o único critério na hora de contratar. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, mais de 200 mil mulheres trabalham no setor. Maria Luisa Furtado, 41 anos, é uma delas. Ela é engenheira civil e há 19 anos atua na área. “Sempre gostei de engenharia e tinha facilidade nas matérias exatas. Sou muito curiosa e gosto de estudar, além de ser de uma família de muitos engenheiros…então seguir engenharia foi natural”, relembra Maria Luisa. Infelizmente as mulheres ainda não alcançaram a marca de 10% do mercado da construção civil no DF. Elas somam 8% dos mais de 66 mil trabalhadores. De 2011 para 2012, ocorreu uma diminuição de 1,8 mil postos para mulheres no ramo. Em 1999, trabalhavam na construção civil (com carteira assinada) 83 mil mulheres, número que passou para 158 mil em 2009, segundo a  Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

 

Maria Luisa conta que sofreu preconceito  de várias formas por ser mulher. Até alguns anos atrás ela relata que era difícil exercer a liderança frente a um grupo de homens, principalmente se eles fossem mais velhos. Mas de acordo com ela, hoje esse lado já melhorou. Assim que eles percebem a qualidade técnica e a cooperação passam a seguir mais tranquilos as orientações. Mas ainda passam por situações “diferentes” como a falta de banheiros femininos nas obras e as botinas nada fashion.  A preocupação dos contratantes com uma possível gravidez e consequentemente a licença maternidade ou possíveis faltas ao trabalho devido ao cuidado com os filhos. “A sociedade também nos cobra muito quanto à aparência, por motivos de segurança não podemos trabalhar de salto, saias, bijoux grandes e até o cabelo deve ser preso, muitos nos vêm como descuidadas e não como cuidadosas”, destaca Maria Luisa.

 

A rotina de mulheres que atuam nos canteiros de obras é vivida por pelo menos seis mil mulheres aqui no DF. A capital federal paga em média R$ 2.442,17 para as operárias do setor. Este é o melhor valor do país. Segundo dados do Ministério do Trabalho elas ganham 24% a mais do que a média salarial da categoria que é de R$ 1.961,87. O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Izídio Santos Júnior, conta que a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Sinduscon e Senai oferecem cursos que capacitam ladrilheira, pintoras, azulejistas, pedreiras, entre outras como para o canteiro de obras.  De acordo com a Sudeco a mulher, capacitada em um setor como a da construção civil, majoritariamente masculino, terá plenas condições de competir em igualdade por espaço. “O setor da construção civil além de boa remuneração, oferece benefícios como assistência médica e odontológica, algo que também atrai as mulheres. Isso sem falar que elas são mais caprichosas que os homens nas atividades”, destaca o vice-presidente do Sinduscon- DF.

Segurança em primeiro lugar

O serviço pesado não assusta essas guerreiras, que cada vez mais capacitadas, competem igualitariamente com os homens

 

Foto: Divulgação O serviço pesado não assusta essas guerreiras, que cada vez mais capacitadas, competem igualitariamente com os homens.

Visando garantir mais segurança nos canteiros de obras, a partir de setembro fica proibido  para os operários, homens e mulheres o uso de smartphones e tablets para acessar redes sociais e o WhatsApp durante o serviço no DF. A medida, inédita no país, visa à segurança dos profissionais, mas divide opiniões. Serão permitidas ligações, desde que autorizadas por um superior. Para as mulheres fica proibido o uso de barriga de fora, salto alto e cílios postiços, além de roupas justas, como calças de elastano. As calças jeans são mais indicadas. Anéis e pulseiras devem ser evitados por questão de segurança. Há o risco de enganchar em algum instrumento, já a maquiagem pode ser usada à vontade. A touca sob o temido capacete de segurança pelas mulheres evita que o cabelo fique impregnado de poeira. Trocar beijos no rosto não é recomendável. Um aperto de mão é suficiente para cumprimentar colegas de equipe.

Capacitação

A Sudeco apoiou a primeira turma de Mulheres na Construção em Brasília em cooperação técnica com o Instituto Federal de Brasília totalizando a capacitação técnica de 200 mulheres. Os diplomas foram entregues em setembro de 2012 e em outubro de 2012 iniciou a segunda turma ampliando a meta para Brasília e Entorno com a formação de mais 240 mulheres para atender o setor da construção. Atualmente, não há previsão de novas turmas, mas faz parte do planejamento de 2015 da Sudeco a abertura de novas turmas.
A Concretta é também uma escola de construção. A empresa é especializada em cursos profissionalizantes voltados para profissionais que desejam uma melhor qualificação para atuar no mercado de construção civil. Com sede em Brasília, a empresa oferece cursos de pedreiro revestidor, eletricista, bombeiro hidráulico, carpinteiro, armador, pintor e gesso cartonado, além de palestras complementares sobre educação financeira doméstica, empreendedorismo e outros temas de interesse dos alunos. A quantidade de mulheres na construção civil vem aumentando à medida que elas encaram novos postos nas obras. A mulher na construção é uma realidade.

Fonte : Jornal da Comunidade

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junho 27

Responsabilidade Social: Faenge participa da 27ª Formatura de Alfabetização.


27 de junho de 2014 às 9:27
Categoria: Responsabilidade Social
Publicado por: Thiago Carvalho

Seconci –DF realiza 27ª Formatura de Alfabetização e Primeiro Segmento na Construção Civil.

São 23 anos de projeto e mais de 11 mil atendimentos prestados em prol da melhoria da educação e qualidade de vida dos trabalhadores.

Os trabalhadores que atuam na construção civil do DF têm dentro do local de trabalho a oportunidade de melhorar o ensino. Graças ao projeto do Seconci-DF, que possui salas de aula espalhadas por todo o DF e entorno, uma nova chance é dada para quem quer voltar à sala de aula ou frequentá-la pela primeira vez. Como forma de reconhecimento pelo esforço de cada um, a entidade promove no dia 27 de junho de 2014 a Formatura de Alfabetização e Primeiro Segmento na Construção Civil. Na oportunidade, serão entregues 100 certificados aos alunos que concluíram etapas do ensino.

A cerimônia de entrega de certificados acontecerá no auditório do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF) e participarão, além dos formandos, familiares, autoridades, empresários do setor e demais convidados. O presidente do Seconci-DF, Higino Fabiano, reforça a importância da educação na vida do trabalhador. “O Seconci-DF atua como ponte entre o ensino e o trabalhador que não teve oportunidade. Graças a esse projeto, muitos estão melhorando a qualidade de vida e voltando a sonhar com coisas simples como tirar uma carteira de habilitação, por exemplo”, conta Higino.

Para os trabalhadores, a importância do projeto é refletida nos avanços conquistados e na melhoria da qualidade de vida. “Tem que estudar porque é muito bom. Vim da Bahia e não sabia quase nada, agora pretendo fazer um curso de técnico de segurança do trabalho”, fala José Benedito de Souza Filho, 32 anos, operador de betoneira.

Além de possibilitar sonhar com crescimento profissional, a participação dos trabalhadores tem feito a diferença em coisas simples. Para alguns que, antes mal conseguiam ler o itinerário de ônibus, hoje tudo é mais fácil. “Para pegar ônibus eu precisava da ajuda de outras pessoas. Hoje, eu me viro sozinho. Graças ao projeto do Seconci, pude frequentar uma sala de aula pela primeira vez”, explica José Pereira de Souza, 45 anos, servente.

Sobre o projeto – O projeto de Alfabetização do Seconci-DF é realizado em parceria com o Centro de Estudos Supletivos da Asa Sul (Cesas) e com os empresas associadas à entidade. Para ter uma sala de aula em seu canteiro, as empresas precisam disponibilizar um local apropriado, que pode ser o refeitório, e contribuir para o cadastro dos interessados. Ao aluno, não há nenhum custo e todo o material didático é fornecido pelo Seconci-DF. As aulas podem ser realizadas após o almoço ou depois do expediente, a critério da empresa. Caso não haja trabalhadores em quantidade suficiente para formação de turma, os interessados podem frequentar sala disponível no Setor Comercial Sul, onde há turma disponível para a construção civil e pessoas de comunidade.

Sobre o Seconci-DF – O Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) é uma entidade sem fins lucrativos que atua na área da construção civil oferecendo diversos serviços de assistência aos trabalhadores do setor e seus familiares.  Considerado o braço social da construção civil, foi fundado em 1988 e visa à inserção da cidadania, contribuindo para o combate das desigualdades sociais, por meio de assistência preventiva médico-ambulatorial, odontológica, engenharia de segurança do trabalho, alfabetização e capacitação. Atualmente, o Seconci-DF possui cinco áreas consideradas estratégicas que visam a melhora qualidade de vida do trabalhador e se coloca como apoio aos empresários em busca da responsabilidade social dentro dos canteiros no DF. São elas: Medicina, Odontologia, Segurança do Trabalho, Educação e Assistência Social.

SERVIÇO:

O que: 27ª Formatura de Alfabetização e Primeiro Segmento do Ensino Fundamental na Construção Civil

Onde: Auditório do Sinduscon-DF, SIA Trecho 2/3 Lote 1.125

Quando: 27 de junho – Sexta-feira a partir das 18 horas

Informações: 3399-1888 Ramal 203/211

Fonte: seconci-df.org.br

 

Turma dos Formandos da Faenge de 2013

Turma dos Formandos da Faenge de 2013

 

Turma dos Formandos da Faenge de 2012

Turma dos Formandos da Faenge de 2012

 

 

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maio 26

Faenge é uma das patrocinadoras do Arraial Solidário 2014.


26 de maio de 2014 às 10:00
Categoria: Gestão de Qualidade , Institucional , Responsabilidade Social
Publicado por: Thiago Carvalho

Arraial Solidário reúne delícias para arrecadar dinheiro para instituições.

A Iniciativa do Programa Correio Braziliense Solidário, o evento, com muita música e comida, levanta fundos para para instituições que cuidam de crianças e idosos carentes do Distrito Federal.

A cantora paraibana Elba Ramalho é a grande atração do Arraial Solidário: ela vai cantar o melhor repertório das canções de forró

O já tradicional Arraial Solidário, evento promovido pelo Programa Correio Braziliense Solidário, chega à oitava edição no próximo dia 31 de maio. Criado com o intuito de arrecadar recursos para instituições de caridade do Distrito Federal, o folguedo, que acontece no Net Live Hall, reúne, desde 2006, grande número de pessoas que, além de aproveitar a festa, comparecem com um objetivo maior: ajudar quem precisa. Esse ano, além de curtir todas as delícias juninas que o arraial oferece, o público poderá assistir à apresentação da cantora paraibana Elba Ramalho  e da quadrilha Formiga da Roça, algumas das atrações.

Diferentemente dos anos anteriores, quando a festa ocorreu durante o mês de junho, esse ano o evento foi antecipada devido a Copa do Mundo. Mesmo em maio, o Arraial Solidário terá tudo que uma festança de são-joão oferece. Na decoração, bandeirinhas, chapéus de caipira, espantalhos, flores de papel, e bonecos ajudarão a dar o tom junino ao ambiente. Barraquinhas com comidas típicas, como milho assado, canjica e churrasquinho, garantirão ao público o clima de arraial. “Acho que em Brasília não tem nenhuma festa de são-joão com a conveniência e elegância desse evento”, explica Ana Maria Christofidis, uma das madrinhas do arraial.

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E como não poderia deixar de ser, as brincadeiras juninas também estarão presentes. Além do famoso correio elegante, boa opção para os casais apaixonados que querem declarar seu amor ao companheiro, uma das atracões mais esperadas da noite é a pescaria VIP. Na brincadeira, o participante tem a oportunidade de pescar brindes doados por lojas da cidade e por patrocinadores do evento. Entre as prendas, joias, roupas e peças produzidas por artistas plásticos da capital. “A cada ano, a festa fica melhor”, conclui Ana Maria.

Correio Solidário
Dia 31 de maio, às 20h, no Net Live (SHTN Tc. 2, Cj. 5, Bloco A). Informações: 3214-1426

Fonte:  Correio Braziliense.
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arraial1456

 

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maio 21

Vem aí o Dia Nacional da Construção Social.


21 de maio de 2014 às 8:46
Categoria: Responsabilidade Social
Publicado por: Thiago Carvalho

Evento irá proporcionar um dia de saúde, lazer e cidadania para trabalhadores e familiares

O Sinduscon-DF, em parceria com Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), já iniciou os preparativos para o Dia Nacional da Construção Social (DNCS), evento realizado para o trabalhador da Construção Civil do DF e seus familiares. Este ano, o DNCS traz o tema “Família: o alicerce de tudo o que se constrói na vida” e acontecerá no dia 23 de agosto, das 8h às 16h, no Sesi de Taguatinga.

Durante todo o dia, serão promovidas ações de saúde, lazer, educação e cidadania. Os participantes poderão usufruir, gratuitamente, de atendimentos médicos e odontológicos, além de orientação nutricional, teste de acuidade visual, audiometria e tratamento com podólogo. Cortes de cabelos, design de sobrancelha, massagem e maquiagem são alguns dos tratamentos de beleza que a festa vai oferecer ao público presente.

Haverá, também, brinquedos para a criançada, sorteio de brindes, shows, café da manhã e almoço. O torneio de futebol tem presença garantida na programação. Nesta edição, o DNCS receberá a inscrição de até 12 times.

“Em 2013, o balanço do evento foi bastante positivo. Foram realizados mais de dois mil atendimentos, entre médicos e odontológicos. É esse resultado que nos estimula, a cada ano, em promover a festa, que é feita com muito carinho, especialmente para os trabalhadores”, destacou o presidente do Sinduscon-DF, Julio Peres.

Apoiam a iniciativa o Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci-DF); o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICMB); e o Serviço Social da Indústria (Sesi-DF).

Larita Arêa
Assessoria de Comunicação Social do Sinduscon-DF

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abril 14

Trabalho e formação profissional.


14 de abril de 2014 às 8:54
Categoria: Gestão de Qualidade , Institucional , Responsabilidade Social
Publicado por: Thiago Carvalho

As empresas estão cada vez mais exigentes na hora de contratar: querem não só um funcionário que domine os conhecimentos técnicos necessários para exercer a função, mas também que tenha a capacidade de empreender dentro da organização e de se adaptar às mudanças constantes pelas quais o mercado passa, principalmente as tecnológicas. No entanto, grande parte dos jovens saem da escola com dificuldade para se comunicar e falar em público, escrever, fazer cálculos e interpretar tabelas.

Os irmãos Lucas, 19 anos, e Danielle Gino, 21, sentiram essa dificuldade assim que terminaram o ciclo escolar básico, que cursaram em escolas públicas. “Sempre tive problema de aprendizado, mas isso não foi notado pelos professores. Precisei me esforçar para seguir o mesmo ritmo dos outros alunos. Passei por seis escolas públicas e reprovei quatro vezes só no Ensino Fundamental“, conta Lucas. Hoje, ele trabalha como assistente administrativo durante o dia e cursa gestão comercial à noite. Os custos da faculdade são pagos pela comunidade da igreja que frequenta. “Quando entrei para o mercado, eu tive uma dificuldade muito grande. No começo, senti muita falta de português: usar a pontuação, saber conversar e levar um diálogo, escrever uma redação. Ao entrar na faculdade, melhorou 80%”, relata.

Danielle, 21 anos, conseguiu passar sem dificuldades por todos os anos da educação básica, mas percebeu as lacunas na formação logo que saiu da escola. “O ensino médio na escola pública não te prepara para a faculdade nem para o mercado de trabalho. Quando eu saí e fiz a prova do ENEM, não tinha base nenhuma. Tive que estudar por conta própria”, diz. Em 2012, ela prestou o ENEM mais uma vez e conseguiu uma bolsa de estudos para o curso de publicidade por meio do Programa Universidade para Todos (PROUNI). Agora, trabalha como operadora de telemarketing e estuda à noite. Ela acredita que a principal falha na formação é o inglês e sabe que terá de aprimorar esses conhecimentos para conseguir uma oportunidade na área do curso que escolheu. “Eu ainda não procurei estágio, pois preciso trabalhar para me sustentar, mas já sei que não tenho todos os requisitos para preencher a vaga, por causa do inglês.”

Para o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), José Fernandes de Lima, a formação profissional, hoje, requer muito mais os conhecimentos básicos do que no passado, para que o trabalhador tenha condições de acompanhar as mudanças rápidas da tecnologia.  “Quando o funcionário ficava só repetindo uma tarefa, você podia se dar ao luxo de simplesmente treiná-lo para executá-la, mas esse tipo de trabalho praticamente não existe mais.”

Eleonora Ricardo, presidente da Associação Nacional de Inovação, Trabalho e Educação Corporativa (Anitec), descreve esse profissional como um trabalhador do conhecimento, atento às mudanças que ocorrem de forma global e local. O que se vê no mercado, no entanto, está longe desse quadro ideal. “Muitas vezes, os trabalhadores chegam às empresas sem saber escrever, fazer a leitura crítica de um texto, uma conta, ou ter conhecimento aplicado sobre o que aprendem na escola na área de ciências”, observa.

Além do conteúdo

Recentemente, o Instituto Ayrton Senna e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) firmaram parceira com o objetivo de reparar as lacunas no aprendizado de habilidades não cognitivas, ou socioemocionais. Será criado um programa de bolsas de estudo para que pesquisadores e professores se aprofundem no tema. “Vários estudos internacionais realizados por diversos pesquisadores de renome mostram que essas habilidades, quando incorporadas nos processos pedagógicos das escolas, podem causar impacto escolar e na vida futura do ponto de vista profissional”, explica o Diretor de Articulação e Inovação do instituto, Mozart Neves Ramos.

Entre as competências que podem ser incentivadas durante o período escolar, estão organização, responsabilidade, disciplina e esforço, todas muito valorizadas pelo mercado de trabalho. “Hoje, não basta ser um brilhante estudioso em uma área, mas que não compartilha, não sabe trabalhar em equipe e não tem estabilidade emocional. Esses são valores muito caros e asseguram não só o acesso, mas também a permanência no mercado”, finaliza Ramos.

A busca por essas características tem incentivado as companhias a contratarem trabalhadores com perfil empreendedor, e para atuarem em todos os níveis hierárquicos. “As empresas estão buscando profissionais que tenham uma postura empreendedora, que estejam a todo tempo procurando oportunidade de negócio e pensando em inovações, que podem ser ligadas tanto a produtos quanto a processos”, destaca Tales Andreassi, coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP).

Braços fortes

A construção civil foi um dos setores da economia que mais sofreu com a falta de mão de obra qualificada desde que esse problema começou a ser mais discutido entre empresários, por volta de 2010 e até mesmo antes disso. A formação escolar básica deixa a desejar principalmente no nível da produção, em que trabalham serventes, pedreiros e carpinteiros, por exemplo. “A educação básica que o trabalhador tiver na escola, mesmo que não seja a educação para obras, já diminui os acidentes”, exemplifica Dionyzio Antonio Martins Klavdianos, diretor setorial de Materiais, Tecnologia e Produtividade do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF).

Há mais de 20 anos, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF) iniciou um projeto de alfabetização dos operários nos canteiros de obra, onde são instaladas salas de aula. As empresas bancam os custos da formação. Cícero Barbosa da Silva, 37 anos, aproveitou a oportunidade para retomar os estudos. Ele trabalha como bombeiro hidráulico em uma das obras da Construtora Faenge, que participa do programa desde 2010, e conta que, em algumas ocasiões, precisou recomeçar o corte de canos por falta de domínio da matemática. “Muitas vezes os cálculos davam errado, hoje, eu acerto”, diz. Cícero começou a atuar no ramo aos 15 anos de idade. Agora, com a volta à escola, não pensa mais em parar. “Quando sair daqui, quero terminar o ensino médio e pretendo fazer faculdade também”, relata.

2014-04-09 13.35.51Projeto de alfabetização dos operários  no canteiro de obras da Construtora Faenge, em Águas Claras.

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Um projeto para o país

Melhorar a qualidade da educação no país significa não apenas definir que conteúdo as crianças e jovens devem aprender na escola, mas também escolher o projeto de nação para o futuro. Para isso, a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, acredita que o primeiro passo é determinar de forma clara o que deve ser ensinado nas escolas. “Precisamos definir o que queremos que nossos jovens saibam e conheçam e quais as habilidades queremos que eles desenvolvam”, diz.

Segundo ela, é necessário que se defina um currículo nacional para a educação, de maneira a determinar inclusive as competências que o mundo do trabalho exige e que devem ser garantidas por meio de aprendizado na escola. Essas diretrizes também ajudarão a guiar a formação e o trabalho dos professores em sala de aula.

Dados do último Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) mostram que a maioria dos jovens brasileiros de 15 anos estão nos níveis mais baixos (abaixo de 1, 1 e 2) de proficiência em matemática, leitura e ciências. Na classificação geral, o Brasil ficou na 58ª posição entre 65 países e economias. No início do mês, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou mais um resultado do Pisa. Desta vez, foi avaliada a habilidade de estudantes em resolver problemas de raciocínio lógico relacionados a situações práticas do cotidiano, e o Brasil ficou em 38° lugar entre os 44 países (veja o quadro).

“O grande problema da nossa educação tem a ver com o atraso com que o país começou a investir na área. Enquanto outras nações já tinham eliminado o analfabetismo no século 19, nós chegamos ao século 21 ainda convivendo com analfabetos, pessoas fora da escola e lugares em que nem há oferta de ensino ainda”, avalia o José Fernandes, presidente do CNE. O desafio, portanto, é dobrado, pois, além de aumentar a oferta, o Brasil precisa melhorar a qualidade do ensino. “A melhoria da qualidade da educação no nosso país não será alcançada com uma receita milagrosa. Na realidade, é um conjunto de ações. Precisamos ampliar recursos, aprimorar a gestão, o relacionamento com os alunos, o currículo e a formação de professores. Temos ainda que definir responsabilidades e cobrar resultados”, finaliza.

Nesse sentido, a aprovação do Plano Nacional da Educação (PNE) é de extrema importância, pois permitirá, por exemplo, que a população cobre a aplicação dos recursos. “Se o PNE for 80% cumprido, já mudaremos muito a educação”, diz Priscila Cruz.

10 anos

O texto do Plano Nacional de Educação tramita no Congresso Nacional há três anos. O Senado já votou a proposta, que retornou à Câmara dos Deputados. Depois de ser adiada várias vezes, a votação está marcada para 22 de abril. O projeto traça metas para educação a serem cumpridas nos próximos 10 anos. Um dos pontos mais polêmicos é a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em educação, percentual defendido por entidades da área.

Por : Mariana Niedeharuer

Fonte: Correio Braziliense

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setembro 24

Construtora é destaque na Formatura Anual de Alfabetização e Ensino Fundamental promovida pelo Seconci-DF.


24 de setembro de 2013 às 17:44
Categoria: Institucional , Mercado , Responsabilidade Social , Sustentabilidade
Publicado por: admin

A Faenge participou da 26ª Formatura Anual de Alfabetização e Ensino Fundamental promovida pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF)  que aconteceu na ultima sexta feira  no Clube de Engenharia.

A Formatura reforça a importância do ensino para os trabalhadores da construção civil “O Projeto de Alfabetização é de extrema importância, pois possibilita ao trabalhador  uma nova chance para que ele possa voltar à sala de aula, quando não acontece de ser a primeira oportunidade para se alfabetizar”, conta Higino Fabiano, presidente do Seconci-DF que também esteve no evento de formatura.

Durante a festa, também foi apresentada a exposição  “O Luxo que Vem do Lixo”, com trabalhos criados pelos próprios alunos, todos eles com feitos com materiais reaproveitados como papelão, garrafas pet, latinhas de alumínio e gesso.

A gestora de qualidade da Faenge Helena Cirqueira, diz que  o projeto leva  conhecimento aos canteiros. Temos turmas espalhadas por todas nossas obras,  a construtora Faenge tem como meta manter uma sala de aula por canteiro de obra.”

IMG_7214A construtora foi o grande destaque da noite com 39 formandos, cerca de 40 % dos alunos do projeto.

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agosto 29

Sustentabilidade veio para ficar na construção civil.


29 de agosto de 2013 às 14:44
Categoria: Responsabilidade Social , Sustentabilidade
Publicado por: admin

São mais de cem edificações certificadas e mais de 700 registradas em busca da certificação

A sustentabilidade veio para ficar na construção civil. O setor se destaca nos números da certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), em tradução do inglês, Liderança em Energia e Design Ambiental. Hoje, são mais de cem edificações certificadas e mais de 700 registradas em busca da certificação.

Para receber o selo, o empreendimento deve cumprir quesitos visando à redução dos impactos ambientais: uso racional de água, eficiência energética, espaço sustentável, qualidade ambiental interna, materiais e recursos, e inovações e tecnologias.

Desde o início do ano, foram mais de 90 registros brasileiros em busca da certificação.

 Para o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), organização não governamental que fomenta o setor no país e promove a certificação, a adoção de práticas sustentáveis em edificações comerciais e residenciais traz benefícios econômicos.

 Empreendimentos sustentáveis custam de 1% a 7% mais do que uma construção comum, mas têm seu custo operacional reduzido de 8% a 9% e valorização de 10% a 20% no preço de venda – afirma o diretor técnico e educacional do GBC Brasil, Marcos Casado.

 Gasto de água pode cair em até 50%

O país se destaca no cenário mundial, mas ainda não explora todo o seu potencial. Conforme Marcos, o Brasil lidera o número de registros em busca da certificação na América Latina e ocupa a quarta colocação no ranking mundial, atrás dos Estados Unidos, China e Emirados Árabes. Ainda assim, há muito a ser melhorado.

O fato é que os benefícios permanecem ao longo da vida útil da construção e trazem conforto aos ocupantes.

A indústria da construção civil consome 21% de toda a água tratada do planeta. Por isso, as edificações que conquistam o selo Leed podem reduzir o gasto de água em até 50%. O resultado surge da adoção de medidas como torneiras inteligentes, descargas de duplo acionamento e reaproveitamento da água da chuva.

A certificação também proporciona redução de 30% no consumo de energia, de 80% dos resíduos sólidos e de até 35% nas emissões de gases de efeito estufa.

 Outro aspecto essencial a ser considerado é que os prédios “verdes” devem oferecer conforto e bem-estar aos ocupantes. No caso das edificações comerciais, essa característica pode implicar também no aumento da produtividade dos funcionários.

 Até o final de 2013, a expectativa é de que 120 empreendimentos recebam a certificação e outros 900 sejam registrados.

 Mais de 50% dos registros são de escritórios e edificações comerciais, mas um volume expressivo de indústrias, shoppings, escolas, bancos e hospitais busca o selo.

 Sistema de classificação

Selo Leed

 – Construções com pontuação entre 40 e 49 na avaliação

 Selo Leed Silver (prata)

 – De 50 a 59 pontos

 Selo Leed Gold (ouro)

– De 60 a 79 pontos

 Selo Leed Platinum (platina)

 – Nível máximo, de 80 a 110 pontos

Fonte: Diário Gaúcho

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maio 16

Cinema na obra


16 de maio de 2013 às 13:05
Categoria: Institucional , Responsabilidade Social
Publicado por: admin

Assessoria de Comunicação do Seconci-DF

Dando continuidade ao projeto Cinema no Canteiro de Obras, a Coordenação Pedagógica do Seconci-DF apresentou hoje mais um filme para os alunos que frequentam salas de aula em canteiros.

Atualmente as professoras vêm trabalhando o tema Sustentabilidade e o filme escolhido para essa sessão foi ANIMAIS UNIDOS JAMAIS SERÃO VENCIDOS. Na história, um grupo de animais na África perde toda a água que alimentava a floresta e, ao investigar, descobrem que foi construída uma represa consumindo toda a água usada pelo grupo. Além disso, a história retrata o descaso do ser humano com a natureza e como podemos preservar melhorar o ambiente com o qual convivemos. O projeto Cinema no Canteiro de Obras é exclusivo para as empresas que têm turmas de alfabetização em parceria com o Seconci-DF e pode ser solicitado por meio da Coordenação Pedagógica. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (61) 3399-1888 ramais 211/212.

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