janeiro 29

Crédito imobiliário crescerá 15% em 2014, diz Abecip


29 de janeiro de 2014 às 8:21
Categoria: Financiamento , Mercado
Publicado por: Thiago Carvalho

O crescimento deverá ser moderado em relação ao aumento de 32% registrado em 2012.

Os financiamentos para compra e aquisição de imóveis em 2014 deverão ter um crescimento mais moderado do que em 2013, de acordo com projeção divulgada pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), nesta terça-feira, 21.

 

Pessoas passam em frente a um banco de empréstimo pessoal

Pessoas passam em frente a um banco de empréstimo pessoal: os empréstimos neste ano devem totalizar R$ 126 bilhões.

 

A Associação estima alta de 15% nos empréstimos neste ano, totalizando R$ 126 bilhões. Em 2013, o crescimento foi de 32%, para R$ 109 bilhões.

Os resultados do ano passado foram impulsionados pelos financiamentos à pessoa física, que tiveram alta de 41%, totalizando R$ 76,9 bilhões. Já o crédito para empresas se recuperou e atingiu elevação de 15%, para R$ 32,2 bilhões. Em 2012, o crédito para consumidores havia subido 22%, enquanto para empresas teve queda de 20%.

Os dados divulgados hoje também apontam inadimplência de 1,8% na carteira de crédito imobiliário. O resultado é o menor do sistema bancário, seguido por crédito pessoal (4,0%), veículos (5,3%) e cheque especial (8,1%). Até novembro, o crédito imobiliário representava 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Por: Circe Bonatelli

Fonte: Estadão.com.br

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janeiro 16

A lenda urbana da especulação imobiliária


16 de janeiro de 2014 às 16:08
Categoria: Mercado
Publicado por: Thiago Carvalho

Com grande frequência, leio, escuto e observo severas críticas ao mercado imobiliário. Ora dizem que está pouco se importando com as cidades; ora o classificam como um segmento de especuladores, insensíveis aos problemas da população. Não sei bem onde e quando surgiu tamanha animosidade contra o setor, mas se trata de uma imagem muito distante da realidade dos fatos e da atividade, cuja atuação precisa ser melhor analisada.

É necessário esclarecer que o estigma da especulação imobiliária brota de uma interpretação equivocada da antiga e irrevogável lei da oferta e da procura no movimento de compra e venda de imóveis. O cálculo é simples: quanto mais unidades habitacionais puderem ser construídas num terreno, e quantos mais empreendimentos puderem ser edificados em uma região, mais competitivos serão os seus preços unitários. O contrário também é verdadeiro.

Quem define o que, quanto e onde pode ser construído numa cidade é o poder público, através de planos diretores, nos quais zoneamentos e normas de uso e ocupação são definidos. Neste quesito, nosso histórico foi sempre marcado por políticas de ocupação restritivas, de baixo aproveitamento do solo. Em São Paulo, já chegamos a ter coeficientes de aproveitamento de 17 vezes o tamanho do terreno (Edifício Martinelli). Hoje, nosso coeficiente chega, no máximo, a quatro vezes.

As empresas imobiliárias dimensionam cada projeto a partir dessas regras, somando os valores da compra do terreno e da realização da obra. O total é dividido pelo número de lares ou escritórios cuja construção a lei permite em cada terreno. Chega-se, assim, a um custo unitário, ao qual se soma o lucro, determinando-se o preço final.

O raciocínio também é válido para cada bairro e para cada cidade como um todo: nas localidades em que se pode construir pouco, os preços sobem; onde ainda é possível realizar empreendimentos em maior número, os preços são mais competitivos. Se leis impedem ou restringem a ocupação, os imóveis serão cada vez mais caros e exclusivos. Fala-se em bolha imobiliária, mas o que na verdade existe é uma escassez cada vez maior de terrenos para moradia, trabalho e entretenimento, causando uma valorização crescente.

Em todo esse processo mercadológico não se configura a especulação, cujo verbete no Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa tem a seguinte definição: “Negócio em que uma das partes abusa da boa fé de outra”. Obviamente, tal pecha não se aplica a quem empreende sob os ditames legais, e tampouco a um mercado que atende à demanda da habitação, mantém milhões de empregos, recolhe impostos vultosos e cuja cadeia produtiva, a da construção civil, representa quase 12% do PIB brasileiro.

Há outro fator que também tem impacto nos preços, na satisfação dos ocupantes do imóvel e, claro, na imagem do mercado imobiliário: a qualidade da infra-estrutura urbana e dos serviços. Locais bem servidos nesses itens têm procura maior e, portanto, valores mais altos, além de um grau maior de satisfação das pessoas. Porém, quando falta isso, parece já ter transitado em julgado na opinião pública que a culpa, mais uma vez, é do mercado imobiliário. Ora, o setor não é o responsável por construir avenidas, pontes, viadutos, parques públicos, metrô, corredores de ônibus, trens, estrutura de atendimento médico-hospitalar, escolas e unidades policiais.

Como se vê, o que na realidade incomoda o cidadão e o faz pensar que a culpa é do setor imobiliário é o fato de as cidades crescerem sem planejamento, de ser cada vez menor o número de áreas disponíveis e mais restritivas as regras de uso e ocupação e de ficarem muito aquém da demanda os investimentos públicos em infra-estrutura, cuja evolução não acompanha a expansão das cidades. Tal descompasso é mais acentuado nas grandes áreas metropolitanas.

A título de exemplo, tomemos a cidade de São Paulo, que cresce, todos os anos, cerca de 65 mil habitantes. Este contingente demanda moradia, escolas, transportes, água, esgoto, segurança, atendimento médico-hospitalar, comércio, serviços e entretenimento. Esta conta de investimentos públicos e privados não pode ser ignorada e precisa ser quitada todos os anos, sob pena de ocorrer um desequilíbrio crescente e piora na qualidade da vida.

Mesmo com o mercado imobiliário aquecido nos últimos cinco anos, não temos dado conta do déficit habitacional brasileiro, que ainda beira as 6 milhões de unidades. Entretanto, muito pior é o nosso desempenho em investimentos e obras de infra-estrutura em geral. Caracas, na Venezuela, com 3,1 milhões de pessoas, possui igual extensão de metrô (74 km) que o município de São Paulo, que tem população 3,7 vezes maior, de 11,44 milhões de habitantes (Seade – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados).

Se maior adensamento, prédios altos e mais comércio e serviços fossem ruins, Nova York dificilmente seria o destino turístico mais procurado no mundo. Inclusive pela maioria de nós, brasileiros. Por que lá então é tão bom e aqui a crítica é geral? E é bom anotarmos que Nova York é 40% mais adensada do que São Paulo. Simples, porque a Big Apple é dotada de farta infra-estrutura urbana, que propicia um crescimento sem traumas.

Que bom seria se morássemos perto de casa, se não tivéssemos de tirar o carro da garagem; se pudéssemos ir a pé ao shopping, ao supermercado, à escola ou fazer jogging no parque público do bairro. E tudo isso sem medo de ser assaltado. Aposto que, ao vender seu imóvel, você o precificaria em, no mínimo, 15% a mais.

Por: Luiz Augusto Pereira de Almeida / Diretor da Fiabci/Brasil e diretor de Marketing da Sobloco Construtora.

Fonte: monitordigital.com.br

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dezembro 09

Águas Claras vira novo point da gastronomia e empresários expandem negócios.


9 de dezembro de 2013 às 8:28
Categoria: Mercado
Publicado por: Thiago Carvalho

Alta renda per capita dos moradores do bairro e a lei seca contribuem para esse título. A quantidade de bares e restaurantes impressiona e não param de surgir mais estabelecimentos.

 

Os empresários estão de olho na população com a sétima maior renda per capita do DF (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Os empresários estão de olho na população com a sétima maior renda per capita do DF

A região administrativa criada oficialmente há apenas 10 anos, com mais de 130 mil habitantes atualmente, é atrativa para os negócios. A cidade em expansão não tem apenas prédios em construção a cada esquina. Opções de comércio e serviços se multiplicam pelas ruas e o mercado gastronômico no local é promissor. A quantidade de bares e restaurantes impressiona e não param de surgir mais estabelecimentos. A cada novo empreendimento, Águas Claras se consolida como o segundo polo gastronômico do Distrito Federal, atrás apenas do Plano Piloto.

Os empresários estão de olho na população com a sétima maior renda per capita do DF. Os dados mais recentes, coletados pela Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) de 2011, mostram que, cada morador de Águas Claras ganha, em média, R$ 2.375 por mês. Além disso, quatro em cada 10 são servidores públicos. Do total, 45% são jovens (veja arte), entre 15 e 39 anos, e, portanto, potenciais clientes de bares e restaurantes. “A cidade tem um poder aquisitivo bom, um público jovem e o ambiente é muito familiar”, afirma o empresário Alexandre Faeirstein, 44 anos, um dos donos do Kojima, restaurante que completa um ano de Águas Claras em janeiro de 2014.

Os quiosques de comidas improvisados que dominavam a paisagem quando os primeiros moradores começaram a se mudar no início dos anos 2000 deram lugar a bares e restaurantes refinados. Especialmente nos últimos três anos, vários estabelecimentos que só tinham unidades no Plano Piloto abriram as portas em Águas Claras — os exemplos mais recentes são a rede Burger King e o Frans Café. E se somaram aos outros 139 empreendimentos gastronômicos que já funcionavam por lá.

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Por: Gizella Rodrigues

Fonte: Correio Braziliense

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dezembro 04

Terracap irá finalizar obras do Noroeste.


4 de dezembro de 2013 às 7:45
Categoria: Mercado
Publicado por: Thiago Carvalho

 

Foto: Andressa Anholete/cedoc

As entidades representativas do setor imobiliário – Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF) e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF) – assinaram, na manhã da última sexta-feira (29), assinou um termo de compromisso com a Terracap, em que a entidade governamental se compromete a implantar serviços de infraestrutura no novo bairro referentes às etapas I e II e ao Parque Burle Marx.

 O acordo inclui: pavimentação, reservatório de água potável, iluminação pública, energização predial, drenagem de águas pluviais e urbanização da primeira etapa do novo bairro. A conclusão dessas ações está prevista para, até, junho de 2014. Os mesmos serviços de infraestrutura serão implantados na segunda etapa do Setor Noroeste. A conclusão será em 48 meses a partir da primeira licitação dos imóveis dessa etapa. A Terracap também se comprometeu a implantar e finalizar o Parque Burle Marx até o fim de 2014.

 Para o presidente da Ademi-DF, Paulo Muniz, “o compromisso com o Setor Noroeste pode ser considerado um grande avanço para o bairro. Durante todos esses anos, nos quais a infraestrutura adequada não foi oferecida pelo governo, as empresas arcaram com custos de geradores de energia e carros-pipa para o andamento das obras. O transporte exclusivo de funcionários foi custeado pelas incorporadoras. A partir de agora, o setor mais nobre do Distrito Federal terá uma atenção especial e se consolidará como excelente local de investimento e moradia”.

Segundo o presidente do Sinduscon-DF, Julio Peres, a iniciativa reforça a preocupação das entidades da ConstruçãoCivil no Distrito Federal com o seu consumidor. “É uma agenda positiva para o Noroeste, com garantias do governo de que o novo bairro irá oferecer todas as condições de infraestrutura necessárias para uma moradia de qualidade”, declarou.

Fonte: clicabrasilia.com.br

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novembro 06

Cada vez mais independente, Águas Claras vê chegada de rede hoteleiras.


6 de novembro de 2013 às 10:20
Categoria: Gestão de Qualidade , Institucional , Mercado
Publicado por: Thiago Carvalho

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outubro 24

Mercado Imobiliário – Faça a escolha certa.


24 de outubro de 2013 às 15:33
Categoria: Mercado
Publicado por: Thiago Carvalho

Infográfico mostra os prós e contras de imóveis na planta, residências usadas, imóveis comerciais, terrenos e fundos imobiliários.

Quem está interessado em investir em imóveis tem cinco opções principais: imóveis residenciais na planta, residências usadas, imóveis comerciais, terrenos e fundos imobiliários.

Veja a seguir os prós e contras de cada uma dessas modalidades de investimento e faça a escolha certa:

Qual é a melhor forma de investir em um imóvel?

 

Fonte: infomoney.com.br

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outubro 01

Conselho Monetário amplia limite para comprar imóvel com recursos do FGTS.


1 de outubro de 2013 às 8:06
Categoria: Mercado
Publicado por: admin

Governo anuncia elevação do teto para compra à vista ou financiamento de imóveis com recursos do FGTS.

Prédios

Divulgação/Imovelweb

Brasília – Os mutuários que compram imóveis com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderão financiar unidades de maior valor. O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou os valores máximos dos imóveis que podem ser adquiridos por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

O valor dos imóveis que podem ser financiados com recursos do FGTS subiu de R$ 500 mil para R$ 650 mil. Para os mutuários de quatro unidades da Federação – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal – o limite foi elevado de R$ 500 mil para R$ 750 mil. O limite não era elevado desde abril de 2009.

A medida entra em vigor amanhã (1º) e só vale para novos financiamentos. De acordo com o chefe adjunto de Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), Júlio César Carneiro, o limite foi elevado para corrigir a inflação acumulada no período, que variava de 22% a 29% dependendo do índice. No caso dos materiais de construção, o aumento de preços foi ainda maior. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) acumula alta de 36,43%.

Além disso, ressaltou o técnico do BC, as empresas de construção civil e as próprias instituições financeiras pediam o reajuste do limite há pelo menos dois anos. “Os bancos reclamavam que o valor estava baixo demais para financiar unidades habitacionais”, explicou.

Em relação ao limite para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, Carneiro disse que o CMN optou por estabelecer um teto diferenciado para adequar os financiamentos às características do mercado imobiliário dessas unidades da Federação. “O crescimento do mercado e dos custos nessas regiões justificaram o limite de R$ 750 mil”, declarou.

O técnico do Banco Central disse ainda não acreditar que a elevação do limite vá inflacionar o preço dos imóveis. “Os limites foram reajustados em percentuais menores que a inflação”, justificou.

O CMN também mudou a parcela do valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS. Pela regra anterior, até 90% do valor podia ser financiado. Agora, o percentual ficou em 90% para os financiamentos que usam o Sistema de Amortização Constante (SAC), cujas parcelas começam mais altas, mas o abatimento do saldo devedor ocorre mais rápido. Para os demais sistemas de amortização, o percentual foi reduzido para 80%.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

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setembro 24

Construtora é destaque na Formatura Anual de Alfabetização e Ensino Fundamental promovida pelo Seconci-DF.


24 de setembro de 2013 às 17:44
Categoria: Institucional , Mercado , Responsabilidade Social , Sustentabilidade
Publicado por: admin

A Faenge participou da 26ª Formatura Anual de Alfabetização e Ensino Fundamental promovida pelo Serviço Social da Indústria da Construção Civil do DF (Seconci-DF)  que aconteceu na ultima sexta feira  no Clube de Engenharia.

A Formatura reforça a importância do ensino para os trabalhadores da construção civil “O Projeto de Alfabetização é de extrema importância, pois possibilita ao trabalhador  uma nova chance para que ele possa voltar à sala de aula, quando não acontece de ser a primeira oportunidade para se alfabetizar”, conta Higino Fabiano, presidente do Seconci-DF que também esteve no evento de formatura.

Durante a festa, também foi apresentada a exposição  “O Luxo que Vem do Lixo”, com trabalhos criados pelos próprios alunos, todos eles com feitos com materiais reaproveitados como papelão, garrafas pet, latinhas de alumínio e gesso.

A gestora de qualidade da Faenge Helena Cirqueira, diz que  o projeto leva  conhecimento aos canteiros. Temos turmas espalhadas por todas nossas obras,  a construtora Faenge tem como meta manter uma sala de aula por canteiro de obra.”

IMG_7214A construtora foi o grande destaque da noite com 39 formandos, cerca de 40 % dos alunos do projeto.

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setembro 02

Como decidir entre comprar imóvel à vista ou financiado.


2 de setembro de 2013 às 15:05
Categoria: Mercado
Publicado por: admin

Conheça os prós e contras de cada opção e veja o que levar em conta ao se planejar para comprar a casa própria 

Família em sua casa nova

 

Família na casa nova: dar uma gorda entrada e financiar o restante é a dica dos especialistas

 

São Paulo – Ainda que já tenham sido bem mais altos, os juros no Brasil ainda pesam muito no bolso de quem contrai um financiamento. A dúvida entre financiar ou juntar dinheiro para pagar bem mais barato à vista é frequente, e quando se trata da compra de um imóvel, a ideia de pagar quase o dobro do bem ao financiar estremece ainda mais. Você sabe o que levar em conta para tomar essa decisão?

Segundo Fábio Gallo Garcia, professor de finanças da FGV-SP, do ponto de vista financeiro, poupar para pagar à vista é sempre melhor do que financiar e pagar juros. “Não há cálculo financeiro que desminta isso”, diz o professor. Isso pelo simples fato de que, no primeiro caso, você recebe juros e paga bem menos pelo bem. O problema é que nem só de teoria financeira vive o homem.

Imóveis são bens de alto valor, e poupar para comprá-los à vista pode ser muito demorado. Por isso, a sugestão dos especialistas é fazer um híbrido de poupança com financiamento. Ou seja, poupar com inteligência para dar uma gorda entrada e financiar o restante.

Por um lado, os imóveis nas principais cidades brasileiras estão caros para a maioria das pessoas, pois se valorizaram muito nos últimos anos. Embora muitos falem em bolha imobiliária, a percepção geral do mercado é de que os imóveis continuarão se valorizando, só que modestamente. Assim, não só a formação de poupança para comprar à vista levaria muito tempo, como o poupador teria que correr atrás das eventuais altas de preços.

Por outro lado, por mais baixos que sejam em comparação a outras linhas de crédito, os juros do financiamento imobiliário no Brasil ainda são altos. O valor total da compra será de quase o dobro do preço do imóvel. Em simulação feita a pedido de EXAME.com, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostra quanto realmente custa a compra de um imóvel de 300 mil reais, com 30% de entrada e 210 mil reais financiados, para serem pagos em 30 anos. O sistema de amortização utilizado foi a Tabela SAC.

CET* de 10% ao ano CET* de 8,5% ao ano
Primeira prestação R$ 2.206,74 R$ 2.015,85
Juros da 1ª prestação R$ 1.623,40 R$ 1.432,51
Amortização** da 1ª prestação R$ 583,33 R$ 583,33
Juros pagos ao fim de 30 anos R$ 302.259,79 R$ 258.568,71
Amortização paga ao fim de 30 anos R$ 210.000,00 R$ 210.000,00
Montante total pago ao fim de 30 anos R$ 512.259,79 R$ 468.568,71

(*) CET = Custo Efetivo Total, que inclui juros, seguros e outras eventuais taxas.
(**) Amortização = valor destinado ao pagamento do valor financiado
Fonte: Anefac

 

Financiar sai caro, mas tem vantagens

Usado com inteligência, o financiamento pode ser uma arma poderosa para quem deseja comprar um imóvel, principalmente se for o primeiro. Para quem vive de aluguel, o valor da parcela de um imóvel pronto para morar pode substituir o aluguel pago mensalmente. Agora, se o imóvel for comprado na planta, aluguel e prestação deverão se somar, o que tornará o processo tão pesado quanto poupar para comprar à vista.

Pode levar décadas para conseguir formar poupança suficiente para pagar um imóvel à vista. E para quem tem o sonho de comprar a casa própria e não gosta de morar de aluguel, a ideia de comprar o primeiro imóvel aos 50 ou 60 anos de idade não deve ser muito interessante. O fato de o financiamento proporcionar uma antecipação do consumo, neste caso, é uma tremenda vantagem.

Outro ponto positivo do financiamento é a possibilidade de “travar” o preço atual do imóvel, não ficando sujeito às oscilações do mercado. Se o imóvel desvalorizar, o comprador terá perdido a oportunidade de comprá-lo mais barato, mas se houver alta, ele estará protegido contra ela. Já para os poupadores, eventuais altas podem ser desastrosas, pois será preciso “correr atrás” da valorização com os seus investimentos.

O financiamento imobiliário também possibilita o uso dos recursos do seu FGTS, desde que você e o imóvel se enquadrem nas regras. Isso é tremendamente vantajoso, uma vez que a rentabilidade do fundo é de apenas 3% ao ano mais TR, perdendo de longe para a inflação. O FGTS praticamente só pode ser utilizado quando se financia ou se faz consórcio.

No primeiro caso, pode compor a entrada, amortizar ou pagar parcelas. Na compra à vista, a única forma de usar os recursos do fundo é se estes forem suficientes para quitar o imóvel, o que é mais difícil de acontecer. “O financiamento abre uma ótima oportunidade de usar o dinheiro do FGTS, desde que a compra ocorra dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Se o comprador tem um bom saldo, já é uma grande ajuda”, observa Letícia Camargo, CFP, planejadora financeira certificada pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).

Finalmente, para quem não tem muita disciplina para poupar – principalmente por um longo período de tempo – o financiamento força o comprador a destinar uma quantia para a casa própria todos os meses. “É quase como se fosse uma poupança forçada”, diz Letícia.

Poupar com inteligência é fundamental

Ocorre que, como já foi dito, financiamento é caro e faz com que você pague muito mais pelo bem adquirido. Além disso, em geral as instituições demandam um valor de entrada, nem que seja de 10%. Quanto maior a entrada, menos juros e outros acessórios você vai terá que pagar, e melhores condições de pagamento você vai conseguir.

Seja para pagar um imóvel à vista, seja para ter uma substancial quantia de entrada em mãos, seu planejamento de poupança deve levar alguns pontos em consideração. O primeiro é que financiamento tem restrições; poupança, em tese, não. As instituições financeiras só permitem que você comprometa de 20% a 30% da sua renda para pagar um financiamento imobiliário. Isso pode acabar limitando o valor do imóvel que você vai conseguir comprar.

Por outro lado, a poupança não tem essa restrição. Pode ser que, por algum motivo, você consiga poupar mais do que 30% da sua renda, o que vai dar um belo fôlego ao seu pé de meia. Assim, se sua intenção é apenas poupar para formar uma entrada, seu valor terá que ser suficiente para que a parcela do montante financiado caiba no seu bolso sem derrubar o padrão do imóvel desejado.

Portanto, a primeira coisa a se estabelecer é o montante que deve ser poupado. Quanto custa o imóvel desejado? De quanto terá que ser a entrada para que você consiga financiar o restante com a sua renda? Quanto custam as taxas referentes ao imóvel e os ajustes para torná-lo habitável?

O poupador deve se lembrar de que a compra do imóvel pressupõe custos como reformas, Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), escritura e registro. Se for um imóvel comprado na planta, pode haver outras taxas e certamente será preciso gastar até 20% do valor do imóvel com acabamento. Também pode haver a necessidade de comprar móveis e eletrodomésticos.

Em seguida, é preciso montar um orçamento no qual esteja incluído o objetivo de formar poupança para a compra do imóvel. Todos os meses o poupador deve destinar uma quantia a esse objetivo, mas não deve se descuidar de duas outras poupanças importantes: a reserva de emergência e a aposentadoria.

Essas quantias não devem ser misturadas. Ou seja, ao dar entrada em um imóvel, você não deve gastar todas as economias da sua vida. Precisa manter uma reserva de emergência de no mínimo três meses das suas despesas – especialistas recomendam de seis meses a um ano – e a poupança da aposentadoria.

O professor Fábio Gallo orienta o poupador a anotar todas as despesas e receitas líquidas, estipular um gasto máximo mensal para as despesas variáveis (como entretenimento, vestuário e presentes) e considerar não só uma base mensal, como também uma base anual.

“Saiba quanto você ganha e gasta por ano. Algumas receitas, como bônus e comissões, bem como algumas despesas, como IPVA e IPTU, são anuais”, explica. Para ele, o ideal é estipular também um prazo, para que haja disciplina.

E onde investir a quantia destinada ao imóvel? Como os preços dos imóveis podem continuar subindo, ainda que modestamente, é preciso se proteger contra essa alta, para poder comprar o imóvel do padrão desejado lá na frente. É fundamental se proteger pelo menos contra a inflação, pois os preços dos imóveis têm vencido os índices inflacionários mês a mês.

Fábio Gallo aconselha a investir em aplicações indexadas à inflação, como as Notas do Tesouro Nacional série-B (NTN-B), vendidas pelo Tesouro Direto. Esses produtos pagam uma taxa de juro acima da inflação. Você deve casar o prazo de vencimento do título com a data em que você vai precisar do dinheiro. No caso da NTN-B, vendê-la antes do prazo pode dar um rendimento inferior ao acordado no ato da compra, ou mesmo prejuízo.

O professor diz que é possível até optar por fundos imobiliários ou renda fixa pré-fixada. Mas desaconselha o investimento em ações, pois não são ativos necessariamente ligados ao desempenho da inflação e do mercado imobiliário. “É importante sempre acompanhar o rendimento do seu investimento e a evolução de preços no mercado onde está o tipo de imóvel desejado, para ir reavaliando o investimento”, alerta.

Fonte: Portal Exame
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agosto 14

Jovens preferem imóveis pequenos e bem localizados.


14 de agosto de 2013 às 20:34
Categoria: Lar , Mercado
Publicado por: admin

Apartamentos de 45m² à 60m² são preferencia entre a juventude.

Jovens preferem imóveis pequenos e bem localizados.

 

A classe média brasileira tem sofrido transformações econômicas e o mesmo pode-se dizer dos jovens, que procuram conforto e comodidade em apartamentos pequenos. Hoje a localização é um fator decisivo quando eles buscam um imóvel, além do valor.

Com um estilo de vida cada vez mais agitado e que reflete a escassez de tempo, os apartamentos pequenos, de 45m² à 60m, são preferência entre a juventude. Além de suprirem as necessidades, estes imóveis são de fácil manutenção, já que as pessoas ficam menos tempo em casa.

O advogado e diretor de condomínios Carlos Samuel de Oliveira Freitas, explica que “Esses apartamentos em questão têm cerca de 45m2 à 60m2, e possuem, como uma de suas principais características, um ou dois quartos, cômodos pequenos, mas não deixam de lado os atrativos dos espaços coletivos que existem nos imóveis maiores, como uma pequena sala para reunir amigos ou família”.

Localização

A localização também é um ponto central na negociação. Os imóveis centrais, perto do trabalho ou do local de estudo, de supermercados, padarias e farmácias, são os mais concorridos. Estar perto de rodoviárias e pontos atendidos pelo transporte coletivo também conta, principalmente para a faixa etária dos 15 aos 25, que por vezes não possui veículo próprio.

Financiamento imobiliário

O crescimento do público jovem como investidor do setor imobiliário é um processo observado há anos. De acordo com os dados da Caixa Econômica Federal (CEF), em 2002, jovens com idade até 30 anos representavam 34,60% dos contratos de financiamentos imobiliários pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Em 2006 o número chegou a 37,50% e em 2010 a 36,30%. De acordo com o portal O Estado, os financiamentos de R$ 200 mil a R$ 500 mil, que tinham 0,1% de representatividade até 2005, em 2010 chegaram a 3,6%.

Entre maio de 2011 e maio de 2012, de acordo com o Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), cerca de 90% dos lançamentos foram de dois dormitório, sendo 75% econômico, que mediam entre 45m² e 65m² e custavam em média R$ 130 mil. O objetivo foi justamente atender a demanda do público jovem.

Fonte: redimob.com.br

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