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Noroeste ganha Frente Parlamentar para ampliar debate sobre implantação plena do setor.


26 de outubro de 2015 às 9:49
Categoria: Mercado
Publicado por: Thiago Carvalho

Bairro em luta pela infraestrutura.

1º vice-presidente do Sinduscon-DF, João Carlos Pimenta, e o presidente da Ademi-DF, Paulo Muniz

 

 São 8 mil moradores que vivem em um setor com problemas de sinalização e que também oferece poucas calçadas, quadras esportivas e ciclovias. Essa é a realidade de quem mora no Noroeste. Um local onde há segurança precária, ausência de comerciantes e o principal dos problemas: falta de infraestrutura. Para ampliar o debate sobre a implantação plena do bairro e lutar pela concretização do tão sonhado Parque Burle Marx, o Setor Noroeste conta, agora, com uma Frente Parlamentar.Lançada na tarde de ontem (22), em uma comissão geral realizada no plenário da Câmara Legislativa, a iniciativa foi presidida pelo deputado Wasny de Roure (PT). Para o parlamentar, a criação da frente é de fundamental importância para o processo de implantação, tanto do parque quanto do setor em si. “É um processo longo e gradativo, que exige trabalho e paciência. Temos que nos unir para garantir essa representatividade”, destacou. Também presente, o deputado Joe Valle (PDT) reforçou a importância da preservação das áreas verdes da cidade e ressaltou a necessidade de engajamento no tema, que vem sendo alvo de discussão entre representantes do governo e da comunidade.

O presidente em exercício do Sinduscon-DF, João Carlos Pimenta, acredita na importância do debate. “O Noroeste e o Parque Burle Marx têm obras totalmente atrasadas, prejudicando uma série de pessoas que já adquiriram seus apartamentos”, lembrou. O representante do sindicato também destacou os problemas que o mercado imobiliário de Brasília vem enfrentando, como atrasos, irresponsabilidades e desvios de recursos que não são devidamente aplicados na infraestrutura da cidade. Relatando as dificuldades enfrentadas por quem mora no local, o presidente da Associação dos Moradores do Noroeste, Antônio Custódio Neto, explicou que as pessoas precisam entender que o bairro não é mais um canteiro de obras e que a comunidade quer que suas demandas sejam levadas em consideração.

Sobre o Parque Burle Marx, a presidente do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibram), Jane Vilas Boas, disse que existem quatro projetos, mas que todos estão inviabilizados pela atual topografia do local. “Um novo projeto está em elaboração e já recebeu contribuições, via internet, pelo site do Ibram. Além disso, será criado um conselho para realizar o diálogo com a sociedade”, resaltou. Segundo ela, a partir disso, o projeto será entregue para que a Terracap possa começar o processo de implantação. O presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF), Paulo Muniz, explicou que, quando um empreendimento é lançado, pelo menos quatro anos depois a infraestrutura básica deve estar pronta. “O sonho que a Terracap nos vende é o mesmo sonho que passamos aos compradores”, comentou Muniz ao lembrar das pendências e prazos não cumpridos pelo órgão.

Fonte : http://www.sinduscondf.org.br/portal/home

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