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Opções para se livrar do aluguel


10 de maio de 2012 às 11:09
Categoria: Lar , Mercado , Responsabilidade Social
Publicado por: admin

A possibilidade de morar sem pagar e realizar o sonho da casa própria se tornou mais concreta. Mas os brasileiros ainda têm uma grande dúvida: se compram o imóvel pronto ou na planta

Áreas antigamente não valorizadas se tornaram foco do ramo imobiliário, principalmente em razão do incentivo do governo na construção de moradias voltadas para a classe C, o que facilitou, consideravelmente, a aquisição do crédito imobiliário. Por isso, o número de imóveis vendidos na planta aumentou muito nos últimos anos. Porém, foi-se o tempo em que os proprietários de imóveis já construídos se sentiam ameaçados com isso. A procura por apartamentos, prontos ou não, é proporcional à oferta do mercado.

Paulo Corrêa, diretor de vendas da Beiramar Imóveis, comenta os pontos positivos e negativos desse tipo de aquisição. Ressalta a forma de pagamento e a localização do imóvel dentro do próprio empreendimento, como o número do andar, se o apartamento é nascente ou poente etc. “É difícil achar um imóvel pronto com todas as preferências do cliente. Caso as tenha, o apartamento na planta é a melhor opção. Além de ‘personalizar’ o produto, as opções de pagamento são generosas”, garante o diretor de vendas.

As vantagens da compra do imóvel na planta é a possibilidade de personalizar o produto e opções generosas de pagamento

Formas de pagamento

As condições de pagamento são realmente muito sedutoras. Na maioria das vezes o comprador paga 30% do preço do imóvel e o restante pode financiar com algum banco que esteja com as taxas menores, ou quitar o valor. Mas a parte preferida dos clientes é a da sem juros. Durante a construção do imóvel não há juros, pois o que se paga é o índice nacional de custo da construção (INCC), o qual apura a evolução dos custos de construções habitacionais. Foi o primeiro índice oficial de custo da construção civil no país.

Um dos riscos a se correr é a possibilidade de atraso da construção. A principal dúvida dos proprietários é se, ao atrasar a obra, o aluguel poderá ser cobrado. Ieudo Lacerda, advogado e especialista em direito imobiliário, conta que as construtoras têm 180 dias para prorrogar a entrega do imóvel. “A legislação permite a demora de até 180 dias para entregar o empreendimento, caso a construtora tenha como justificativa ‘motivos de força maior’, como ações da natureza ou greves de serviços públicos. Durante esse período o morador continua pagando o INCC normalmente”, esclarece Lacerda.

Se os 180 dias passarem e a obra continuar em andamento após a entrega do imóvel, a construtora deve indenizar cada morador com a quantia paga por eles. Porém, os compradores precisam estar atentos a esses fatores para evitar desgaste emocional e não pagar aluguel e juros à toa.

Quando o imóvel pronto é vantajoso
Caso o futuro morador precise se mudar com urgência, a melhor opção é a do imóvel pronto. Se não estiver interessado em procurar diversas opções de apartamento, comprar um já construído é mais cômodo, além da possibilidade de usufruir do empreendimento de imediato. Assim, não precisa correr risco de ser surpreendido por pagar por um produto e receber outro com condições adversas ao comprado, como às vezes acontece com apartamentos adquiridos na planta. Entretanto, a forma de pagamento não é tão generosa quanto a das construtoras: paga-se à vista.

Na planta nem sempre é bom.

O consultor financeiro Vitor Dias garante que nem sempre o valor do imóvel na planta é inferior ao já construído. Além disso, ressalta o tempo de espera da construção e o compara ao valor do aluguel que o proprietário já poderia estar ganhando, caso colocasse o imóvel no mercado.

“A compra do apartamento na planta nem sempre compensa. Após o avanço no mercado imobiliário brasiliense, imóveis construídos e na planta têm preços equivalentes. Depende, apenas, do tempo, da preferência e da condição financeira do futuro morador”, acrescenta Dias.

Vitor analisa o custo-benefício da aquisição como investimento. “Quem opta pela aquisição como investimento precisa estudar a localização, mercado e outras formas de investir. Às vezes, em três ou quatro anos de espera, a liquidez do imóvel não surpreendeu em termos de número”, analisa.

Fonte: Jornal  da Comunidade

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